quinta-feira , 15 outubro 2026
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Avó e piloto são presos em operação contra rede de exploração sexual infantil em São Paulo

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Avó e piloto são presos em operação contra rede de exploração sexual infantil em São Paulo
Divulgação/Polícia Civil

Investigação aponta crimes graves contra crianças e adolescentes e atuação organizada há anos

Uma mulher de 55 anos, identificada como Denise Moreno, foi presa nesta segunda-feira (9), em São Paulo, suspeita de receber dinheiro pela “venda” das próprias netas, de 10, 12 e 14 anos, para exploração sexual. A prisão ocorreu no âmbito da mesma operação que resultou na detenção do piloto Sérgio Antônio Lopes, de 60 anos, investigado por integrar uma rede criminosa especializada em abusos contra crianças e adolescentes.

O homem, que trabalha na LATAM Airlines Brasil, foi preso dentro de uma aeronave no Aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital paulista, momentos antes da decolagem de um voo com destino ao Rio de Janeiro. Segundo a Polícia Civil, ele é suspeito de participar do esquema há pelo menos oito anos.

As prisões fazem parte da Operação “Apertem os Cintos”, conduzida pela 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia, que também cumpriu oito mandados de busca e apreensão contra quatro investigados na capital e no município de Guararema, na região metropolitana.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, o inquérito foi instaurado em outubro de 2025 e já identificou pelo menos três vítimas diretas, com idades de 11, 12 e 15 anos, submetidas a graves situações de abuso e exploração sexual.

As investigações apontam a existência de uma estrutura organizada voltada à exploração sexual infantil, com indícios de habitualidade, divisão de funções e atuação coordenada entre os envolvidos. Entre os crimes investigados estão estupro de vulnerável, favorecimento da prostituição e da exploração sexual de crianças e adolescentes, uso de documento falso, produção e compartilhamento de material pornográfico infantojuvenil, perseguição reiterada (stalking), aliciamento e coação.

Segundo a polícia, Denise Moreno teria intermediado o contato entre as vítimas e o piloto, recebendo pagamentos para permitir os abusos. Outras pessoas também são investigadas por participação no esquema.

Em nota, a LATAM informou que abriu apuração interna e está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações. A companhia afirmou ainda que repudia qualquer prática criminosa e destacou que o voo que seria comandado pelo piloto operou normalmente, dentro do horário previsto.

A Polícia Civil não descarta novas prisões e segue com as investigações para identificar outros envolvidos e possíveis vítimas.

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