Homem conhecido como “Cachoeiro” ou “Cachoeirinha” é apontado como principal suspeito do assassinato de Harenaki Javaé, encontrada carbonizada em aldeia de Formoso do Araguaia
A Polícia Civil do Tocantins prendeu, na manhã deste sábado (13), K.K., conhecido pelos apelidos “Cachoeiro” ou “Cachoeirinha”, suspeito de envolvimento no homicídio da jovem indígena Harenaki Javaé, cujo corpo foi encontrado parcialmente carbonizado na Aldeia Canoanã, em Formoso do Araguaia. A ação foi conduzida pela 84ª Delegacia de Polícia do município, em parceria com a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Gurupi.
As investigações indicam que o suspeito foi visto pela última vez em companhia da vítima. Testemunhas relataram ainda um histórico de ciúmes, agressões e ameaças praticadas por K.K., além de informações que apontam o uso de um facão e de gasolina na execução do crime.
Durante o cumprimento do mandado de prisão temporária, os policiais recolheram na residência do investigado vestígios genéticos que serão submetidos à perícia. O material poderá reforçar as provas já reunidas e confirmar a autoria do crime.
A delegada Thuanny Falcão, responsável pela 84ª DP de Formoso do Araguaia, destacou a importância da prisão:
“Com base nas oitivas de testemunhas e nas diligências realizadas, conseguimos reunir elementos que apontam para o envolvimento do investigado. A apreensão de materiais genéticos será fundamental para subsidiar a investigação e garantir a responsabilização do autor”, afirmou.
O secretário da Segurança Pública do Tocantins, Bruno Azevedo, também comentou a ação policial e reforçou o compromisso da pasta em dar uma resposta rápida diante de crimes dessa gravidade:
“Desde o primeiro momento, determinamos prioridade absoluta a esse caso e mobilizamos uma força-tarefa da Polícia Civil para dar uma resposta à sociedade. Crimes dessa natureza não ficarão impunes no Tocantins. A prisão do suspeito é resultado do trabalho incansável de nossos policiais e demonstra o compromisso da SSP em garantir justiça e proteger todas as comunidades do nosso Estado”, declarou.
Após a prisão, K.K. foi conduzido a Gurupi, onde passou por exames de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML). Em seguida, foi recolhido e permanece à disposição do Poder Judiciário.




Deixe um comentário