Servidor ligado à Prefeitura de Palmas é apontado como responsável pela divulgação; aliados cobram exoneração imediata
A crise política provocada pelo vazamento de áudios da senadora Professora Dorinha Seabra (União Brasil) continua repercutindo no cenário tocantinense. Até esta sexta-feira (22), aliados da parlamentar aguardavam que o prefeito Eduardo Siqueira Campos (Podemos) exonerasse Diego Michell Costa Pinto, servidor da Prefeitura acusado de repassar o material.
Diego foi nomeado em janeiro como assessor técnico na Secretaria de Administração e Modernização e, posteriormente, redistribuído para a Secretaria de Comunicação. Nos bastidores, a informação é de que o prefeito nem teria conhecimento direto da lotação do servidor, o que aumentou o desconforto dentro da própria base de Dorinha — a mesma de Eduardo.
Conteúdo dos áudios
Nos áudios, a senadora critica o governador Wanderlei Barbosa (Republicanos), o presidente da Assembleia, Amélio Cayres (Republicanos), e os deputados federais Vicentinho Júnior (PP) e Carlos Gaguim (UB).
As falas teriam sido inicialmente direcionadas a apoiadores de Cayres e do deputado Alexandre Guimarães (MDB), mas ganharam repercussão pública após a romaria do Senhor do Bonfim, no domingo (17). No evento, Vicentinho lançou sua pré-candidatura ao Senado sem a presença de Dorinha, apesar de ambos integrarem a federação União Progressista.
Estratégia ou traição?
Para aliados da senadora, o episódio teria sido uma ação calculada para enfraquecê-la, justamente no momento em que Dorinha despontou na liderança da pesquisa Paraná Pesquisas, divulgada na segunda-feira (18). No levantamento, ela aparece à frente de Amélio Cayres, Laurez Moreira (PDT) e outros pré-candidatos ao governo.
Dorinha reconheceu a autenticidade das falas, mas classificou o caso como “tentativa de desinformação”. Nos áudios, ela afirma ter sofrido “humilhações” do governador Wanderlei Barbosa e reforça sua pré-candidatura ao Palácio Araguaia.
Pressão sobre Eduardo Siqueira
O vazamento expôs fissuras na base governista e aumentou a pressão sobre o prefeito Eduardo Siqueira Campos. Aliados da senadora cobram a exoneração imediata do servidor Diego Michell, visto como elo entre Dorinha e seus adversários.




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