Iniciativa fortalece atuação comunitária e integração entre conhecimentos tradicionais e técnicas modernas de prevenção de queimadas
Entre os dias 28 de julho e 1º de agosto, a brigada indígena comunitária do povo Karajá recebeu formação técnica e novos equipamentos para atuação no combate e prevenção a incêndios florestais, na Terra Indígena Parque do Araguaia, na região noroeste da Ilha do Bananal (TO). A ação contou com apoio da Funai, do Prevfogo/Ibama e da Coiab.
Capacitação e formação
A formação foi realizada na aldeia Macaúba e capacitou 35 indígenas, que passarão a integrar a brigada comunitária indígena. Além destes, a região já conta com 22 brigadistas indígenas contratados via Prevfogo/Ibama, atuando em programas federais por seis meses.
O curso abordou temas como organização e segurança, comportamento do fogo, uso de equipamentos, manejo integrado do fogo, queima prescrita, técnicas de combate e desmobilização.
— A recepção foi marcada por cantos e expressões de agradecimento das lideranças. É um momento importante para reconhecer tanto o apoio institucional da Funai, Ibama e Coiab quanto os conhecimentos tradicionais dos povos indígenas na gestão do fogo — destacou Bolivar Xerente, coordenador regional da Funai no Araguaia e instrutor de brigadas.
Resultados positivos
Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), houve uma redução de 34% nos focos de calor na Terra Indígena Parque do Araguaia entre junho e agosto de 2025, em comparação com o mesmo período de 2024, passando de 544 para 352 focos.
Novos equipamentos
Ao final da formação, foram entregues sopradores, gerador de energia e fogão industrial, reforçando a capacidade operacional da brigada comunitária e apoiando a brigada federal.
— Com a entrega desses equipamentos, buscamos fortalecer a capacidade de resposta das brigadas indígenas frente às emergências ambientais, contribuindo para a segurança, autonomia e gestão territorial dos povos indígenas — afirmou Vanessa Apurinã, gerente de Monitoramento Territorial da Coiab.
Parcerias e estratégia territorial
A ação faz parte de uma estratégia mais ampla de gestão territorial e ambiental liderada pelos próprios povos indígenas e contou com a participação da Gemti/Coiab, Arpit, Coordenação Técnica Local Santa Terezinha (CR-ATO), CGMT/Funai e DSEI/TO.
A iniciativa reforça a importância da integração entre saberes tradicionais e técnicas modernas de prevenção de incêndios, fortalecendo a autonomia das comunidades indígenas e a preservação ambiental da Ilha do Bananal.




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