A presidente estadual do União Brasil no Tocantins, senadora Dorinha Seabra, manifestou nesta terça-feira, 9, apoio ao retorno do prefeito afastado de Palmas, Eduardo Siqueira Campos (Podemos), ao comando da gestão municipal. A declaração foi feita após o político, internado no Hospital Geral de Palmas (HGP) por conta de um infarto, conseguir autorização judicial para prisão domiciliar — embora siga afastado das funções públicas por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).
“Quem foi eleito para governar Palmas foi Eduardo Siqueira Campos, e a ele cabe a competência e dedicação para cuidar da nossa cidade e cumprir todos os compromissos. Lamento profundamente o seu afastamento e sigo acreditando na Justiça e nas instituições para que tudo seja esclarecido. Tenho convicção de que ele retomará o mandato que lhe foi dado pelo voto popular”, declarou a senadora.
Eduardo foi preso no âmbito da Operação Sisamnes, deflagrada pela Polícia Federal, que apura o suposto vazamento de informações sigilosas em investigações no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Mesmo após o agravamento do seu estado de saúde e a concessão da prisão domiciliar, o ministro Cristiano Zanin, relator do caso no STF, manteve a decisão de afastamento da função pública, enquanto prosseguem as investigações.
Parceria institucional e repúdio a especulações
Dorinha Seabra ressaltou que mantém com Eduardo Siqueira Campos uma relação de respeito institucional e cooperação política, independentemente de disputas ou conjecturas sobre o cenário municipal.
“O meu compromisso e a minha parceria já estavam demonstrados há muito tempo e, ao mesmo tempo, o respeito do prefeito com o meu mandato e o meu com o mandato dele”, afirmou.
A senadora também repudiou o que classificou como especulações políticas em torno da situação de Eduardo, reiterando que sua postura é de responsabilidade com a democracia e o interesse público.
“Eu me coloco sempre à disposição para tratar de fatos corretos. Eu lido com a política limpa, com a democracia e, acima de tudo, com respeito às instituições. Por isso, apoio e creio que Eduardo Siqueira Campos retomará o seu mandato, que o povo escolheu e lhe deu”, pontuou.
Contexto
Eduardo Siqueira Campos foi preso pela Polícia Federal como parte da nova fase da Operação Sisamnes, que investiga a existência de uma rede clandestina de acesso, comércio e repasse de informações sigilosas oriundas de investigações judiciais. A operação também teve como alvos um advogado e um policial civil.
Após sofrer um infarto enquanto estava sob custódia no Quartel da Polícia Militar, Eduardo foi transferido para o HGP, onde passou por procedimento cardíaco e permanece sob vigilância médica. A decisão que lhe concedeu prisão domiciliar considerou a gravidade de seu estado de saúde, mas não reverteu o afastamento do cargo de prefeito, imposto como medida cautelar.
Enquanto isso, o cargo de chefe do Executivo municipal segue sendo exercido interinamente por Carlos Eduardo Velozo (Agir), presidente da Câmara Municipal de Palmas.
A expectativa agora se volta para os próximos desdobramentos judiciais e políticos envolvendo a gestão da capital e a definição sobre o futuro do mandato de Eduardo Siqueira Campos.




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