quinta-feira , 15 outubro 2026
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Polícia Civil conclui inquérito e indicia advogado por adulteração de placas e falsa comunicação de crime em Paraíso do Tocantins

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Polícia Civil conclui inquérito e indicia advogado por adulteração de placas e falsa comunicação de crime em Paraíso do Tocantins
Caso agora será analisado pela Justiça - Foto: DICOM SSP TO

A Polícia Civil do Tocantins, por meio da 63ª Delegacia de Polícia de Paraíso, concluiu nesta segunda-feira (23) o inquérito policial que apura a conduta criminosa de um advogado de 41 anos, acusado de adulteração de sinal identificador de veículo automotor e falsa comunicação de crime.

De acordo com o delegado regional José Lucas Melo, o caso teve início em 18 de abril de 2025, quando uma caminhonete foi abandonada nas proximidades de uma blitz da Polícia Militar, em Paraíso do Tocantins. A situação chamou atenção por conta da fuga do condutor do local, o que motivou o início das investigações por parte da Polícia Civil.

Durante as diligências, os policiais constataram que o veículo estava com placas adulteradas, pertencentes a outro carro com características semelhantes. Após análise técnica e cruzamento de informações, o advogado foi identificado como o condutor que fugiu da blitz e abandonou o veículo.

Simulação de furto

Pouco depois do fato, o homem registrou um boletim de ocorrência, alegando que a caminhonete havia sido furtada. No entanto, conforme revelado pelas investigações, o veículo havia sido entregue a ele por um cliente para regularização documental, uma vez que o comprador desistiu da aquisição por conta de restrições financeiras que pesavam sobre o automóvel.

Segundo o inquérito, ao invés de seguir os trâmites legais, o advogado optou por instalar placas falsas no veículo e posteriormente simular um furto, na tentativa de evitar responsabilização. Durante novo interrogatório, ele confessou a prática dos crimes e demonstrou arrependimento.

“Sabendo que o veículo tinha uma restrição, a medida correta seria adotar as providências legais para sua regularização. Ao invés disso, optou-se pela prática de um ato tipificado como crime pela legislação vigente. Depois, vendo que o fato seria descoberto, ao invés de se apresentar e buscar minorar os fatos, o advogado terminou enveredando para mais uma infração penal. Após toda a descoberta, claro, demonstrou arrependimento”, explicou o delegado José Lucas Melo.

Encaminhamento à Justiça

Com a conclusão do inquérito, o advogado foi formalmente indiciado pelos crimes previstos no Código Penal Brasileiro, e o caso já foi encaminhado ao Poder Judiciário, cabendo agora ao Ministério Público avaliar e oferecer eventual denúncia.

A Polícia Civil reforça o compromisso com a aplicação da lei de forma isenta e imparcial, destacando que nenhuma profissão está acima da legislação penal brasileira, e que os mecanismos de controle e investigação seguem atuantes no combate a práticas criminosas, inclusive quando envolvem agentes do meio jurídico.

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