Ação contra a pesca predatória durante a piracema resulta em prisões e multas milionárias
Em uma operação de grande impacto, o Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) deflagrou a “Guardiões do Lago” entre os dias 21 e 24, com o objetivo de combater a pesca ilegal durante o período da piracema nas regiões do Lago UHE Lajeado e do Rio Tocantins. A ação resultou na apreensão de mais de duas toneladas de pescado da espécie mapará, além de equipamentos de pesca, veículos e embarcações.
A operação, que contou com o apoio da Polícia Militar, foi desencadeada após denúncias de atividades ilegais na região. As equipes de fiscalização realizaram um monitoramento intenso e flagraram pescadores atuando de forma irregular às margens do rio Tocantins, no município de Ipueiras.
Os infratores, que tinham a intenção de comercializar o pescado ilegalmente no estado da Bahia, foram presos em flagrante e autuados por crime ambiental. Além da prisão, os responsáveis receberam uma multa de R$ 170 mil.
O pescado apreendido, avaliado em milhares de reais, foi doado a instituições beneficentes e igrejas, garantindo que não fosse desperdiçado e beneficiando comunidades carentes.
Cândido José dos Santos Neto, gerente de fiscalização do Naturatins, destacou a importância da operação para a preservação do meio ambiente e a conscientização da população sobre a importância da pesca sustentável. “A pesca predatória é um crime grave que compromete o equilíbrio ambiental e a subsistência de muitas famílias que dependem da pesca para sobreviver. Estamos intensificando as ações de fiscalização para coibir essas práticas e garantir a preservação da biodiversidade do Tocantins”, afirmou.
Jusley Caetano, fiscal ambiental do Naturatins, ressaltou a necessidade de ações conjuntas entre os órgãos ambientais e a sociedade civil para combater a pesca ilegal. “A operação ‘Guardiões do Lago’ demonstra o nosso compromisso em proteger os recursos naturais e garantir a sustentabilidade dos nossos rios. Contamos com a colaboração da população para denunciar qualquer atividade suspeita”, disse.




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