sábado , 6 junho 2026
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Defensoria Pública e Funai alinham ação para atendimento de mulheres indígenas Karajá

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Defensoria Pública e Funai alinham ação para atendimento de mulheres indígenas Karajá
Aline Sousa do Nucora e Rafaela Reis da Adra também estiveram presentes no encontro. - Foto: Laiane Vilanova/ Comunicação DPE-TO

Nesta quarta-feira, 4 de setembro, a Defensoria Pública do Estado do Tocantins recebeu representantes da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e da Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (Adra) para debater ações voltadas ao atendimento das mulheres indígenas Karajá. O encontro contou com a presença do 1º subdefensor público-geral, Pedro Alexandre Conceição Alves Gonçalves, da defensora pública Letícia Amorim, coordenadora do Núcleo Especializado de Questões Étnicas e Combate ao Racismo (Nucora), e da assessora Aline da Silva Sousa.

Representando a Funai, a chefe da coordenação técnica de São Félix do Araguaia, Rafaella Karajá, e a coordenadora do Núcleo Araguaia da Adra, Rafaela Reis, destacaram a importância da colaboração entre as instituições. Rafaella Karajá aproveitou a ocasião para convidar a Defensoria Pública a participar do 1º Encontro das Mulheres Indígenas do Povo Karajá (Hawyky iny mahudu delé rybena), evento que será promovido pela Funai nos dias 14 e 15 de outubro na aldeia Fontoura, e nos dias 16 e 17 na aldeia Santa Isabel, ambas localizadas na Ilha do Bananal, no município de Lagoa da Confusão.

Defensoria Pública e Funai alinham ação para atendimento de mulheres indígenas Karajá
No encontro, Rafaella Karajá fez o convite para que a Defensoria Pública participasse do 1º Encontro Hawã Mahadu. – Foto: Laiane Vilanova/ Comunicação DPE-TO 

O evento terá foco no atendimento integral às mulheres Karajá, oferecendo serviços jurídicos, médicos, de assistência social e de bem-estar. “O encontro tem o propósito de mostrar o quanto valorizamos essas mulheres e o quanto a justiça está ao lado delas. A participação da Defensoria é essencial para garantir justiça a essas mulheres”, afirmou Rafaella Karajá.

A defensora pública Letícia Amorim destacou a relevância do projeto. “Esse evento é um marco para as mulheres Karajá, que, por tradição, se comunicam apenas com homens de suas famílias. A presença de um projeto liderado por mulheres, com a própria Rafaella Karajá à frente, permitirá uma escuta qualificada e um espaço seguro para que elas expressem suas dúvidas e aprendam sobre seus direitos”, ressaltou.

A Defensoria Pública reafirmou seu compromisso de estar presente no evento e contribuir com o acesso à justiça para as mulheres indígenas, reconhecendo a importância de iniciativas que respeitam e fortalecem as tradições culturais.

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