O brutal assassinato da jovem indígena Harenaki Javaé, de 18 anos, chocou o Tocantins. O corpo da vítima foi encontrado parcialmente carbonizado na noite de sábado (6), na aldeia Canuanã, na Ilha do Bananal, com indícios de violência sexual.
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Diante da gravidade do caso, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) montou, nesta terça-feira (9), uma força-tarefa para investigar o crime com máxima prioridade. A 3ª Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP-Gurupi) foi deslocada para apoiar a 84ª Delegacia de Formoso do Araguaia, enquanto a Delegacia-Geral da Polícia Civil, em Palmas, também reforça as apurações. A SSP garantiu que todas as medidas estão sendo tomadas para elucidar o caso com rapidez, mantendo sigilo sobre detalhes das investigações.
Repercussão política e medidas emergenciais
Na Assembleia Legislativa, parlamentares expressaram indignação com o feminicídio. A deputada Vanda Monteiro (UB), presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, repudiou o crime e cobrou a aplicação efetiva da Lei nº 4.534, de sua autoria, que prevê monitoramento eletrônico de agressores. Entre suas propostas, estão:
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Reforço do patrulhamento da Ronda Maria da Penha em aldeias indígenas, comunidades quilombolas e ribeirinhas.
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Campanhas permanentes de divulgação do aplicativo Salve Mulher para denúncia e prevenção da violência.
A deputada Cláudia Lelis (PV) subscreveu os pedidos, destacando o aplicativo como ferramenta essencial. O deputado Jorge Frederico (Republicanos) convocou a Comissão de Assuntos Indígenas, Quilombolas e Comunidades Tradicionais para acompanhar de perto o caso. Já o presidente da Comissão de Segurança Pública, Moisemar Marinho (PSB), alertou para o déficit de efetivo na Polícia Civil, que compromete a proteção da população.
Números alarmantes
Entre 2013 e 2023, mais de 47 mil mulheres foram assassinadas no Brasil, média de 13 feminicídios por dia. Só em 2025, o Tocantins já registrou 4.028 casos de violência contra a mulher, reforçando a necessidade de ações emergenciais e efetivas.
O caso de Harenaki Javaé mobiliza a sociedade e deixa um apelo urgente por justiça, reforçando a importância de respostas rápidas das autoridades e de medidas concretas de proteção às mulheres e às comunidades indígenas.




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